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14/04/2010

MAS AFINAL, O QUE É O SLOW FOOD? e BERINJELA ORIENTAL


SLOW FOOD

Comer é fundamental para viver. A forma como nos alimentamos tem profunda influência no que nos rodeia - na paisagem, na biodiversidade da terra e nas suas tradições. Para um verdadeiro gastrônomo é impossível ignorar as fortes relações entre prato e planeta. Além disso, melhorar a qualidade da nossa alimentação e arranjar tempo para a saborear, é uma forma simples de tornar o nosso cotidiano mais prazeroso. Esta é a filosofia do Slow Food.

Fundado por Carlo Petrini em 1986, o Slow Food se tornou uma associação internacional sem fins lucrativos em 1989. Atualmente conta com mais de 100.000 membros e tem escritórios na Itália, Alemanha, Suíça, Estados Unidos, França, Japão e Reino Unido, e apoiadores em 132 países.

O princípio básico do movimento é o direito ao prazer da alimentação, utilizando produtos artesanais de qualidade especial, produzidos de forma que respeite tanto o meio ambiente quanto as pessoas responsáveis pela produção, os produtores.

O Slow Food opõe-se à tendência de padronização do alimento no Mundo, e defende a necessidade de que os consumidores estejam bem informados, se tornando co-produtores.

É inútil forçar os ritmos da vida. A arte de viver consiste em aprender a dar o devido tempo às coisas.
Carlo Petrini, fundador do Slow Food

A sede internacional do Slow Food é em Bra, na Itália. O Slow Food opera tanto localmente como mundialmente junto de instituições internacionais como a FAO - Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação. Estabelece laços de amizade com governos em todo o mundo, prestando consultoria para o Ministério da Agricultura italiano, trabalhando com o presidente da câmara de Nova Iorque e colaborando com o governo Brasileiro.

Através dos seus conhecimentos gastronômicos relacionados com a política, a agricultura e o ambiente, o Slow Food tornou-se uma voz ativa na agricultura e na ecologia. O Slow Food conjuga o prazer e a alimentação com consciência e responsabilidade. As atividades da associação visam defender a biodiversidade na cadeia de distribuição alimentar, difundir a educação do gosto, e aproximar os produtores de consumidores de alimentos especiais através de eventos e iniciativas.

ECOGASTRONOMIA

O movimento Slow Food representa a união entre a ética e o prazer da alimentação com uma palavra: ecogastronomia. Restitui ao alimento sua dignidade cultural, favorece a sensibilidade do gosto e luta pela preservação e uso sustentável da biodiversidade. Protege espécies vegetais e raças animais, contribuindo com a defesa do meio ambiente, da cozinha típica regional, dos produtos saborosos e do prazer da alimentação.

O Slow Food preconiza o reconhecimento da importância do prazer aliado à alimentação. Devemos aprender a apreciar a larga gama de receitas e sabores e reconhecer a variedade de lugares e pessoas cultivando e produzindo alimentos. Devemos respeitar os ritmos das estações e da convivialidade.

Além disso, a receita desenvolvida por Carlo Petrini e os membros do Slow Food propõe um novo senso de responsabilidade na busca do prazer. Demanda que todos têm o direito de aproveitá-lo. O Slow Food chama este conceito de Ecogastronomia. É uma atitude capaz de combinar o respeito e interesse na cultura enogastronômica com apoio para aqueles que lutam para defender os alimentos e a biodiversidade agrícola no mundo todo.

Ainda dentro do princípio da ecogastronomia, o Slow Food apóia um novo modelo de agricultura, que é menos intensivo e mais saudável e sustentável, com base no conhecimento das comunidades locais. Este é o único tipo de agricultura capaz de oferecer formas de desenvolvimento para as regiões mais pobres do nosso planeta.

Por esta razão o Slow Food está comprometido a salvaguardar alimentos, matéria-prima e métodos tradicionais de cultivo e transformação dos alimentos. Luta para defender a biodiversidade de variedades sejam elas cultivadas ou selvagens, e proteger os locais de convívio que formam a herança cultural devido ao seu valor histórico, artístico e social.

Considerando uma variedade de fruta ou um prato tradicional local, não é possível ignorar sua relação com a história, cultura e ambiente de onde se originou. Portanto, o Slow Food estressa a importância da produção agrícola para manter o equilíbrio de respeito e troca com o ecossistema. É por isso que o Slow Food foi definido como um movimento de eco-gastrônomos

Quer saber mais?Acesse o site do Slow Food Brasil

Eu conheci o slow food através da Neide Rigo, primeiro pelo blog Come-se, depois conhecendo a Neide pessoalmente, assistindo a aulas e ouvindo suas palestras. A Neide é uma profissional incrível, uma enciclopédia ambulante sobre ingredientes, principalmente os renegados. O Come-se merece toda nossa atenção e o movimento slow food deve ser amplamente divulgado!!

A receita de hoje traz um ingrediente nada renegado, mas que habita nossas terras brasileiras, a berinjela. Todo mundo tem uma receitinha de Berinjela condimentada e nós também temos a nossa. Mas quando vi essa no blog Pecado da Gula da Akemi, não resisti. Tinha que provar. Corri pra cozinha, caçei minhas berinjelas e lá fui eu pro fogão. Perfeitas, suaves e deliciosas. Recomendo!!

BERINJELA ORIENTAL

Receita da Akemi

Pegue 3 beringelas médias com casca e corte em fatias de 0.5cm. Depois corte em palitinhos e deixe de molho numa vasilha grande com água por 10 minutos. Escorra e enxugue em papel toalha. Devolva as beringelas para a vasilha e polvilhe com um pouco de farinha de trigo (mais ou menos 1 colher de sopa bem cheia). Mexa com as mãos para envolver levemente na farinha. Não se preocupe se não ficarem totalmente cobertas.

Frite pequenas porções em óleo quente (cerca de 1 dedo de altura), polvilhando as beringelas de maneira que fiquem separadas. Não mexa até que fiquem levemente coradas. Dê uma mexidinha e deixe ficar bem dourado e crocante. Escorra sobre papel toalha ou em escorredor.

Numa outra vasilha, coloque 1 maço de cebolinha cortada em anéis bem fininhos, 2 colheres medida de sopa de shoyu, 2 colheres medida de sopa de vinagre e uma pitadinha de glutamato monossódico. Misture bem e despeje aí as tirinhas de beringela fritas. Mexa bem e está pronta para servir! É ótima para acompanhar o nosso arroz com feijão! ;-).

Ps* eu acrescentei 100gr de azeitonas pretas picadas, pra dar uma encrementada!!